Não se pode negar que o futebol é um movimento social que apaixona grande parte dos brasileiros. Pessoas de todas as idades, sexo, ideologias e crenças se juntam, se digladiam e fazem o grande motivo de resenhas, comentários e palpites. Por ser paixão, não há teoria que lhe explique totalmente. Foge de todas as lógicas, mesmo aquelas que tratam das emoções. Mais sentido cósmico. Os futebolistas se acham tão importantes que até desprezam a matemática estatística. Preferem a falta de base dos palpites, no estilo “este time é favorito” ou “este cai para a segunda divisão”. Irritam-se quando algum mais entendido vem com os seus percentuais mágicos. Apesar das loas, o futebol perdeu muito o seu encanto nos últimos anos. Perdeu charme com a falta de craques, e os que vieram desde então andam temerosos, com a violência permitida dos defensores. Ainda a valorização exagerada de dirigentes e técnicos, que passaram a ter mais valor do que aqueles que suam em campo. Mesmo assim ainda arrasta multidões doidas pelo circo, mesmo que o pão lhe falte.
Acompanhando futebol há muito tempo, verifico que geralmente os clubes de futebol têm pela frente alguns desafios:
1. Perder o escrúpulo reacionário de se tornar uma empresa
2. Trabalhar o seu modelo mental - cultura de crenças – para que toda a organização trabalhe com afinco na busca de resultados institucionais, sociais, econômicos e financeiros
3. Ter bem claros os resultados que deseja no curto, médio e longo prazos
4. Transformar o sistema presidencialista, caracterizado pelo comando único e autoritário, para um sistema misto em que o comandante tem a autoridade delegada, na medida em que tem um projeto forte e consegue resultados
5. Fazer dos conselhos um aglutinador de resultados e não opositor sistemático muito comum quando há uma feira de vaidades
6. Exigir um orçamento estratégico para balizar resultados econômicos e financeiros
7. Exigir que haja sempre um projeto estratégico com metas bem enunciadas, com indicadores de resultado precisamente mensuráveis
8. Implantar reuniões periódicas de avaliação do projeto estratégico com monitoração resultados institucionais, sociais, econômicos e financeiros
9. Fazer reunião anual de avaliação do projeto e de análise de proposta de novo projeto
10. Deixar de contratar medalhões pouco comprometidos com o modelo mental
11. Abolir os conchavos que camuflam maus resultados e protegem favorecidos
12. Instituir processo seletivo para todos os profissionais, inclusive diretoria e de jogadores, com espectro abrangente: técnico, pessoal e médico
Conheça o projeto para clubes de futebol em http://www.interprojetos.com.br/analise_segmentos_46.html
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
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